CLICK HERE FOR THOUSANDS OF FREE BLOGGER TEMPLATES »

Agonia... Solidão

Agonia... Solidão

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

O SEMEADOR DE SONHOS

Imagem: Final de Tarde
Autor: Tadeu Vilani

Abre a cova...Lança;
A semente da imaginação;
No solo fértil da mente humana;
Que sonha em viver;
E vive a sonhar...;
Na lucidez de sua loucura;
Cria, molda, realiza;
Aquilo que não se vê;
Mas existe no espírito.

Rega o canteiro...Germina;
Toda esperança adormecida;
Pelo tempo...;
Pelos doutores do mundo;
Confiantes em sua ciência;
Mas cegos em seu espírito;
Ao alegar que imaginar;
É coisa de criança.

Arranca as ervas daninhas;
Da ignorância e do orgulho tolo;
Que se alojam no caminho...;
Palavras...Gestos...Costumes...;
Tudo que é tido como certo;
Mas que de certo tem
Que nem sempre é certo.

Acolhe a seara;
Repleta de virtude;
E aguarda...O solstício de verão de tu’alma;
Quando o dia é mais que noite;
É mais dia que os dias;
É mais luz que a luz dos dias;
É mais do que vemos;
É sonho mais que sonho;
É sonho eterno;
Do eterno amanhã;
De nosso futuro.

10/02/04

Domingo, 3 de Maio de 2009

Para os Amores e Para as Amizades Verdadeiras

Imagem: Proteção
Autor: Rodrigo de Souza Silva




Hoje acordei assustado;
Como quem desperta de um pesadelo;
E dei por mim do quanto você é importante;
Nesse caminho em que és tu minha luz;

Que me guia;
Que esta sempre comigo;
Que briga e sofre por mim;
Mesmo quando eu não mereço...;

Dei-me conta de tudo que fizestes;
Por mim quando estivemos juntos;
Ou quando estávamos distantes;
Mas ainda assim unidos...;

Quantas vezes sorri despercebido;
Só pelo fato de ver você;
Sorridente..., brincalhona;
Ou simplesmente por me olhar fixamente;

Quantas vezes me perdi em desânimo;
E ao olhar ao lado você estava ali;
Sempre pronta a abraçar-me;
E a me dar a força que precisei;

Quantas vezes teu ombro me serviu;
De amparo e aconchego;
Quantas vezes meu ombro também te serviu;
De amparo e aconchego;

Tantas coisas passamos juntos;
Algumas totalmente despercebidas;
E outras tantas inesquecíveis;
Momentos doces que nunca vou esquecer;

Nunca mesmo...;
E dói-me o pensar que pode;
O destino um dia fazer você;
Soltar da minha mão...;

Preciso de ti como o náufrago;
Que se agarra aos destroços;
De um navio para sobreviver;
Você é meu salva vidas... MEU ANJO;

Que tantas e tantas vezes me ajudou;
Me dando atenção, carinho;
E mesmo brigando comigo;
Quando eu merecia;

Ainda que isso doesse mais em você;
Do que em mim mesmo;
Você sempre se preocupou comigo;
Desde o dia em que nos conhecemos...;

Espero ter a chance de um dia;
De um dia poder retribuir cada sorriso;
Cada gesto de carinho;
Cada alegria que você me deu;

Você tem sido MEU ANJO;
Você dá sentido a minha vida;
Quando esta parece não fazer sentido;
Você é a razão pela qual sorrio...;

Se quisesse o destino que eu morresse;
Sem aviso nenhum no dia de hoje;
Morreria feliz pois tenho alguém especial;
Que faz parte do meu coração.

Genesis

Domingo, 26 de Abril de 2009

Vem meu sonho

Imagem: [ Primavera já passou mas o sorriso ficou ]
Autor: João Viegas

Vem meu sonho..., vem...;
Desperto de tudo que é amargo;
Cáustico e sombrio;
De minhas eras passadas;
Reacendendo em mim a aurora dos dias calmos;
Onde tudo era simples;
E a vida pulsava acelerada;

E eu te abraço forte;
Num abraço terno e aconchegante;
Com um sorrir gostoso de crianças;
Despreocupada das responsabilidades;
Que só tendem a sorrir e sorrir;
Enquanto rolam na relva fresca e florida;
Marcada pelas primeiras cores da primavera;
Que permanece eterna nos corações;
De quem se dedica a escutá-lo;
E a seguir sua trilha sem medo de errar;
Ou mesmo se machucar...;

Pois é de fato tão doce;
Esse querer seguir sem perguntar;
Sem por que seguir ou para onde;
E apenas se segue;
Com o espírito da criança...;
Com o sorriso inocente...;
Com singelo olhar...;
Com esperança no amanhã...;
Com amor no coração.

Genesis

Quarta-feira, 4 de Março de 2009

Borboleta

Imagem: (Desconhecida)
Autor: (Desconhecido)



Erguem-se aos céus..., meus olhos;
desatento ao vento que sopra;
Folhas e poeira em meu rosto;
Na tentativa de trazer-me de volta;
Das campinas verdes além do horizonte;
Onde agora se encontra meu pensamento;
Envolto em sentimentos a muito perdidos;
Nas tardes cheias de promessas vazias;
Tão fúteis quanto a própria língua;
E o coração de quem as pronunciou...;

Mas basta, já é morto esse tempo;
Já é morta minha ira..., minha agonia...;
Sinto o vento a querer me despertar;
Sorrio, e nada mais;
Pois nem o vento, nem o pó;
Nem o fogo nem a água;
Podem desviar-me o pensamento;
Do jardim que cultivei...;
Das flores que semeei...;
E da borboleta de asas azuis;
Mais brilhante que o próprio sol;
Que nesse jardim pousou;
E delicadamente fez morada;

Mostrando-me uma nova alvorada;
E onde antes havia dor, hoje não mais há;
Onde havia solidão, hoje há o aconchego;
Onde havia desilusão, hoje há sonho;
Onde havia o nada, hoje há algo maior;
Que a imensidão do céu estrelado;
Em noites intrincadas de sonetos;
Suspiros, carícias e paixões;
Tão profundas...;
Tão verdadeiras...;
Tão vivas...;

Que minha própria intenção de ser;
Perde-se em meio a palavras não ditas;
Mas que em verdade não precisam;
Serem ditas e nem ouvidas;
Pois o brilho dos olhos e o tremular dos lábios;
Já dizem tudo que é preciso;
E o coração atento ouve...;
E compreende...;
E se alegra...;
Com o simples olhar...;
Com o simples tremular dos lábios...;
Com o simples lembrar;
Da borboleta de asas azuis;
Mais brilhante que o próprio sol;
Que fez morada em meu jardim.

Genesis

Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

Imagem: Duda + eu
Autor: Jací Paganini




ANDARILHO

Andarilho que sou hei de viver;
De casos e acasos imberbes;
Quando da loucura me ver entregue;
Às suas paixões..., sorridentes;

Que me levam onde minha razão;
Vil e incauta não ousa chegar;
Por saber que ali reside algo maior;
Algo que nenhum rei pode conquistar;

Nenhum Deus onipotente pode;
Em sua vontade tirar-me;
Ou mesmo corromper as cinzas;
Dos fracassados moribundos;

Que vagueiam pelo mundo todo;
Sem ao menos saber onde ir...;
Sem porto para ancorar...;
Sem coração onde repousar...;

Sua face cansada da luta inútil;
Que se apresenta como a obra;
De sua vida vazia e infeliz;
Por não ter aquilo que tem a criança;

Sorridente..., brincalhona...;
A bailar despreocupada na relva;
Sem pressa...,
Sem pressa...;

Me faz sorrir esse pensar;
Que tudo é tão pouco quando nada se vê;
Sem posses..., sem algemas...;
E como andarilho pouco possuo;

E ainda assim tenho o mundo;
Tenho o céu..., o sol..., o vento...;
A chuva..., a lua..., as estrelas...;
E a alma da eterna criança;

Dos reis sou o mais rico;
Dos homens o mais feliz.



“Obrigado Eduarda, minha flor, minha estrela, por me mostrar que ainda existe vida, que ainda existe amor.”

Genesis.

Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

Noite de Natal

Imagem: Feliz Natal
Autor: LeuNam MAX


Que sonhos tenho agora;
Nesse exato instante em que me questiono;
E me perco nas palavras que escrevo;
Sorrio..., inerte e sem por que;
Ou talvez exista um por que;

Sim..., creio que sim...;
Nesse exato instante;
Às 22h51min do dia 24 de dezembro de 2008;
Estou só em meu quarto;
A ouvir música e a compor versos...;

Meus pais dormem;
Meus irmãos estão ausentes;
Não puderam vir para a noite de natal;
Estou só, mas não sozinho;
Sinto-me feliz como há muito não me sentia;

Por quê...???
Talvez pelo fato de ter entendido;
O coração dos que me rodeiam;
As amizades que se demonstram;
Em abraços e beijos incondicionais e verdadeiros;

Ou talvez pelo aceno e pelo sorriso que recebi;
Após a saída da missa de natal;
Da jovem de cabelos claros e olhos castanhos;
Que embala agora meus pensamentos;
E arranca meus sorrisos sem que eu perceba;

Quem sabe..? Quem pode dizer-me...?
Não sei, mas enfim tampouco importa;
Vale o que sinto e desfruto desse sentimento;
Sinto-me vivo, feliz;
E isso tanto me basta.

A todos que me rodeiam, mesmo que eu não os veja, eu os sinto, estão todos em meu peito. Um abraço a todos, e que a alegria e a felicidade estejam em seus corações da mesma forma como estão agora no meu.


UM FELIZ E GRANDIOSO NATAL, E UM ANO NOVO CHEIO DE ESPERANÇA.
Genesis

Domingo, 30 de Novembro de 2008

Entardecer da Vida

Imagem: Pedalei até a Solidão...

Quanto tempo ainda tenho;
Agora que terminada está;
A aurora de minha vida;
E tudo mais se parece ao sol alto;
Castigante do meio dia;

E nada mais consigo ver;
Senão um passado breve;
Que a muito havia esquecido;
E despercebido deixei morrer;
Entre as pedras que atirei;

Nas flores arredias que me cercam;
Mesmo sendo elas minhas mil almas;
Amigos..., irmãos..., amantes...;
Minha própria imagem...;
Eu mesmo...;

A crer que meu dia está ao meio;
Nos ponteiros sobrepostos das doze horas;
E o que me resta agora é a tarde;
Quente e monótona ante o crepúsculo;
Solitário ao qual caminho;

Tentando achar algum sentido;
Em por que caminhar e buscar;
Respostas para perguntas corriqueiras;
Que ainda sequer compreendi;
Em minha banal humanidade;

Atada ao fardo de tentar ser;
Aquilo que julgo ser;
Sem saber se realmente sou;
Se algum dia fui;
Ou se um dia serei;

Feito homem, humano, a obra;
Do tempo marcada nos rastros deixados;
Nos corações onde passei..., e repousei...;
E nos corações onde ainda não passei;
E desejo repousar.

Genesis