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Agonia... Solidão

Agonia... Solidão
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segunda-feira, 19 de maio de 2014

Névoa das Ilusões

Imagem: Summer Clouds
Autor(a): Joel Vieira

Meu silencio;
Meu delírio;
Meu doce semblante de ilusões;
Sonhos interpretados, Imaginados, relidos;
Esporádica versão de mim;
Apreensiva, irrestrita;

Todos me veem..., ninguém me sente...;
Entre as paredes dessa prisão infinita;
Maior que mil universos;
Que é minha mente perturbada;
Sou tantos...;
Sou lento...;

Em ver em teus olhos o descaso;
Fui tolo?
Quem dirá que sim? Ou que não?
Quem me dirá a paz...;
Quem me dirá o peso exato;
Dessa contínua aversão aos outros;

Tão lúcidos olhares;
Tão cristalinos sorrisos...;
Pobre dos pobres;
És tu meu pesar...;
Meu coração vagabundo;
Infantil demente;

Verdadeiro nos seus amores;
Tão cego, tão cego;
Tal a alma indecisa;
Da juventude desinteressada;
Dos casos longínquos de outrora;
Das tardes de sol prévio;

À tempestade fresca do verão;
És louco, eu sei..;
És parte de mim;
És tu o que sou...;

Coração empoeirado;
Cansado das desventuras;
Calado às horas solitárias;
Ainda que gritando pela eternidade.



Damihaa Garher

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Desejo

Imagen: "AMOR"......para ti!!!
Autor: glover barreto

Fala-me anjo meu;
Dos dourados cabelos de sol;
De seus sonhos e desejos;
Que no existir e no meu querer;
Fazem-se também meus;
Por crer que tua felicidade;
É em verdade a minha felicidade...;
Em ver teu sorriso;
E desejar teu beijo;
Dia após dia;
Afogado nessa saudade insistente;
Que não admite trégua;
E por saber e sentir;
Que é, e por desejar que sempre seja;
Teu sorriso meu guia;
Teu olhar de estrelas minha esperança;
Teu beijo minha perdição;
Teu carinho meu conforto;
Teu abraço o meu leito;
E teu coração minha eterna morada.
Genesis

domingo, 30 de novembro de 2008

Entardecer da Vida

Imagem: Pedalei até a Solidão...

Quanto tempo ainda tenho;
Agora que terminada está;
A aurora de minha vida;
E tudo mais se parece ao sol alto;
Castigante do meio dia;

E nada mais consigo ver;
Senão um passado breve;
Que a muito havia esquecido;
E despercebido deixei morrer;
Entre as pedras que atirei;

Nas flores arredias que me cercam;
Mesmo sendo elas minhas mil almas;
Amigos..., irmãos..., amantes...;
Minha própria imagem...;
Eu mesmo...;

A crer que meu dia está ao meio;
Nos ponteiros sobrepostos das doze horas;
E o que me resta agora é a tarde;
Quente e monótona ante o crepúsculo;
Solitário ao qual caminho;

Tentando achar algum sentido;
Em por que caminhar e buscar;
Respostas para perguntas corriqueiras;
Que ainda sequer compreendi;
Em minha banal humanidade;

Atada ao fardo de tentar ser;
Aquilo que julgo ser;
Sem saber se realmente sou;
Se algum dia fui;
Ou se um dia serei;

Feito homem, humano, a obra;
Do tempo marcada nos rastros deixados;
Nos corações onde passei..., e repousei...;
E nos corações onde ainda não passei;
E desejo repousar.

Genesis