As palavras desta carta não são minhas, tampouco são enderessadas a mi (quem me dera se fossem), são palavras de uma amiga, que como eu teve suas decepções no amor, e que também procura encontrar consolo nos versos para exprimir seus sentimentos.
A ela, e a todos que estiverem lendo isto, desejo-lhes que encontrem o amor que buscam, e que este nunca lhes seja negado.
Você chegou do nada e se aconchegou na intimidade dos meus sentimentos.
Chegou e entrou em minha vida por acaso, mas não foi por acaso que passou a existir dentro de mim.
Você chegou no meu mundo de amargura e transformou minha vida obscura em luz.
Você entrou em minha vida e passou a fazer parte dos momentos de certeza,incerteza, dúvidas, verdades, erros, acertos, angústia, dor, momentos felizes e momentos tristes, enfim, passou a fazer parte de momentos que até então só a mim pertenciam.
Você passou a me dar colo quando precisei de carinho, me deu compreensão, companheirismo, lealdade, alegria e felicidade.
Você foi o cara sincero, o companheiro leal, o amigo de verdade, pois o amor nada mais é, do que uma grande amizade que se incendiou.
Você foi quem me fez sorrir das tristezas, chorar de alegria, achar graça das coisas menos engraçadas, dar valor às coisas mais insignificantes.
Você me demonstrou ser a pessoa amável e confiável do mundo.
Você chegou e passou, passou e deixou em mim detalhes, detalhes que me mostram que você foi a razão do meu tudo.
Desconfio que te amei tanto por que tinha a certeza de que eu iria te perder um dia.
“Sorria sempre mesmo que seu sorriso seja triste, pois mais triste do que um sorriso triste é a tristeza de não saber sorrir.”
Marli Bortolussi
Lila 2008
Para ti Marli, meu carinho e meu muito obrigado pela sua amizade.
Agonia... Solidão
domingo, 4 de maio de 2008
Carta de uma Amiga
Postado por Jaci Paganini às 02:45 8 comentários
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domingo, 20 de abril de 2008
Súplica
Volta minha’lma, de onde estiveres;
Pois sussurra meus lábios o teu nome;
Na ânsia de ver-te como outrora;
Sempre com os braços estendidos;
Prontos a abraçar-me...;
Volta minha’lma errante;
Quando o cansaço da jornada;
Fizer-se presente em teu íntimo;
E um abrigo terno anseares;
Meu peito estará aberto para receber-te;
Volta..., sem mágoa nem ressentimento;
Pois meu amor é maior;
E ainda crê que em ti existe;
O amor que um dia demonstraste;
Com teu beijo mais ardente;
Volta minha’lma..., meu anjo;
Ao coração que te chama;
Onde gravaste teu nome...;
Onde fizeste tua morada...;
Onde existe amor para te dar;
Volta a mim como antes;
Cheia de sorrisos doces;
Com olhares brilhantes..., cristalinos;
Com abraços fortes..., quentes;
Volta a quem te ama..., volta.
"Para um anjo que vive em meu coração."
Genesis
Postado por Jaci Paganini às 23:51 6 comentários
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Saudade
Frios são esses dias;
Que clautrofóbicos antecedem a chegada;
Do outono solitário..., mórbido...;
Triste..., no cair de minha folhas;
Amareladas..., pálidas...;
Do cançasso de verter em lágrimas;
Quando não mais resta alegria;
Nesse coração duro e castigado;
Que se desespera ao lembrar;
Que a ave alvissareira;
De todas as manhãs a despertar-me;
Quando brilhava os primeiros raios;
Da aurora sublime e fugáz;
Não mais repousa;
No abraço seguro de meus ramos.
Genesis
Postado por Jaci Paganini às 21:43 4 comentários
domingo, 23 de março de 2008
Uma Feliz Páscoa a Todos
Postado por Jaci Paganini às 11:30 10 comentários
domingo, 16 de março de 2008
Entre as Pedras e o Fogo
O que de mim agora se faz;
Presente em teu pensamento:
Quando de mim não mais precisa:
E de meu beijo não mais sente o sabor?
Nem quando de tuas mãos foge;
O ouro dado em sentimento;
Por amar insano teu ser;
Que a mim é tudo..., e ainda mais;
Por seres tão descuidada;
Feito criança que estas sempre;
A perder seus brinquedos;
Assim tu ages..., infelizmente;
Deixando ao acaso dos dias;
Aquilo que ninguém jamais conseguiu;
...Trazer a tona teu sorriso...;
Na mais pura forma;
O que ressoa em teus ouvidos;
Nesses instantes claustrofóbicos;
Em que se trancas em teu quarto;
E tua única companhia é o vazio?
Esse que tanto te assombrou;
Até o momento em que acendeste;
O amor que havia reprimido;
Em teu coração..., e no meu também;
Ao ponto de enfrentar o mundo;
Em sua procura frenética pelo édem;
Que ansiavas encontrar guardado;
Para ti em meus braços...
Onde andarás..., onde andarás...;
Agora que tua boca não mais sussurra;
Meu nome que tanto aclamaste;
Como sendo seu amor maior;
Que desejavas a tempos passados;
Quando se fazia presente o desejo;
A esperança que unia duas almas;
Mesmo que separadas pela eternidade;
O que dizer..., o que fazer...;
Que caminho é seguro;
Onde é hoje minha morada;
Onde é a morada de teu calor;
Entre a folhas caídas do outono;
Entre as pedras e o fogo;
Entre tantos e tantos devaneios;
Entre suspiros e sorrisos;
Que tanto estimo e venero;
Feito Deusa..., feito Anjo;
Feito mulher a quem entreguei;
Meu coração e minha alma.
Genesis
16/03/2008
Postado por Jaci Paganini às 21:29 4 comentários
Quando se Abrem os Olhos
Abrem-se os olhos negros;
Como a noite triste sem lua a pairar;
Sobre as cabeças cansadas do frio;
Que ronda a vida por entre a alma
Melancólica e apaixonada por tantos sorrisos;
Dispersos no vagar lento da solidão;
Que como névoa escura encobre a visão;
De tudo quanto é belo e simples;
Mas ainda assim magnífico e tentador;
Como o desejo eterno de voar livre;
Completamente despido de roupas e de tudo;
Aquilo que é ruim e amargo dentro de nós;
Voar...voar pelas auroras infinitas;
Onde as constelações não têm fim;
E nosso amor se inicia;
Puro feito luz;
Genesis
Postado por Jaci Paganini às 18:33 1 comentários
Canções... Preces.
Canções rogadas, válidas;
Por si só, sem pensar em nada;
Só por serem elas mesmas, vivas;
Luzes magistrais a ofuscar;
Todo julgamento e veredicto;
Na confusão dos sentidos perdidos;
Entre as tormentas do verão;
E a brisa mansa da primavera;
Velada nas horas de paixão;
Onde tudo se justifica;
E onde os olhos alcançam;
A paz verdadeira dos sentidos;
Como tarde de céu azul;
Quente... Serena... Mágica;
Onde meu coração anseia chegar.
Postado por Jaci Paganini às 14:53



