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Agonia... Solidão

Agonia... Solidão

sábado, 17 de julho de 2010

A Infância... (De uma criança Grande...)

Imagem: In Perfect Harmony
Autor(a):
Regiane Cristina

Queima meu rosto...;

Meus olhos se fecham cegos;

Pois o sol da manhã me banha;

Aquecendo-me na manhã fria;

Enaltecida por um céu azul;

Não um azul qualquer;

Mas um azul meio pálido..., mas belo;

Que remete às lembranças d’infância;

De quando eu perambulava descalço;

Pelas estradas de terra e pelo gramado;

Molhado do orvalho cristalino;

E sem preocupação alguma eu vagava;

Encontrando as coisas mais mágicas;

Nas coisas mais simples;

E tudo me parecia belo..., calmo..., perfeito..;

Que perna..., que pena...;

Ter de crescer e perder;

Toda inocência...;

Não...;

Talvez não...;

Dou por mim;

Que por pensar assim;

E sentir algo mais percebo;

Que eu ainda mantenho comigo;

Parte da magia de outrora;

A magia que me faz imaginar reinos eternos;

Onde tudo é possível;

Em uma simples gota d’água;

E já não sei dizer se realmente cresci;

Ou se somente meu corpo cresceu;

Tornando-se essa amálgama distinta;

Que se torna cavaleiro...;

Menestrel...;

Rei...;

Homem...;

Criança...;

...Sonhador...

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Mais uma Manhã... Mais um Dia de Saudade...

Imagem: Procuro-te
Autor(a): shiva_®


Cantam os pardais na alvorada;

E desperto extasiado;

Como se cantassem para mim;

Uma seresta íntima..., complexa...;

De uma delicadeza que faz brotar;

As lágrimas em corações pulsantes;


Sinto-me leve..., mas de certo modo...;

...Triste..., claramente triste...;

Não uma tristeza profunda;

Mas uma mescla de tristeza e saudade;

Por despertar e não ver quem eu amo;

A dormir do meu lado;


Mordo os lábios..., suspiro...;

Entrelaço meus dedos;

E me enrolo mais e mais no cobertor;

Procurando por teu corpo;

Buscando o teu calor que tanto me acalma...;

... Me aconchega nas noites frias;


Em que você se faz presente;

Ao meu lado...;

Ao alcance do meu abraço...;

Ao toque dos meus lábios;

Que insaciavelmente buscam os seus;

Como forma de saciar o desejo;


Furtivo que me embriaga...;

Me domina e me conduz;

Às plácidas lagoas dos jardins;

Místicos do éden;

Onde nossos corações;

São apenas um.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Ventos


Sopram os ventos...;

E no cais inflam-se as velas;

Das naus em suas jornadas;

E sopram os ventos..., quentes;

Mas que ainda assim gelam;

Os corações que no cais permanecem;

Sentindo o balançar dos cabelos;

Afagados pela brisa que parece;

Humilde em querer desculpar-se;

Por levar seus amores além mar;

Com a promessa de um dia retornar;

Dos mares bravios;

E das plácidas enseadas;

Para o abraço terno que suspira;

Ao ver o leito vazio e frio;

E onde antes havia beijos e amor;

Resta agora um travesseiro vazio;

E uma saudade que faz brotar as lágrimas;

A cada pôr-do-sol em que se espera;

Junto ao cais que o vento retorne;

Trazendo consigo que um dia partiu;

E não haja mais saudade;

Nem travesseiro vazio...


Genesis

sábado, 20 de março de 2010

Lembranças... Eu...

Imagem: Livia Amancio - As Melhores Lembrancas

Autor(a): Daniela


Lembranças minhas;

Minha força...;

Minha forma...;

Tênues filmes que repassam;

A cada dia sem nunca me cansar;

Por rever a mim mesmo;


Sou eu...;

É o mundo..., meu mundo;

Atado aos pensamentos e sonhos;

Às alegrias e aos amores;

Que vieram e foram;

E àquele que veio e perdura;


Até o instante em que escrevo;

Sem nem mesmo pensar naquilo que escrevo;

Loucura?... Inspiração?

Shamanismo?... Ou só uma viagem lisérgica;

Aos comfins do meiu peito;

Quem sabe...;


Quem pode dizer-me...;

Ou julgar-me nesse momento;

Em que me embalo pela música;

Que me faz esboçar um sorriso;

Meio bobo, meio tímido;

Mas cheio de alegria;


Que chega a me causar espanto;

E um arrepio constante;

Impreganado de nuances claras;

E tão confusas quanto o saber;

Da chuva que cai agora;

E do vinho que me aquece;


Como peças de um quebra cabeças divino;

Onde por certo me sinto parte;

Eu..., você.., todos nós...;

E ainda assim como se fôssemos apenas um;

Um homem... Uma mulher...;

Uma criança... Um Deus...


Genesis

Sábado, 20 de março de 2010

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

DEVANEIOS

Imagem: .
Autor: Carlos

I

Sinto a brisa...;

E não penso... Mas enfim;

O que deveria eu pensar?

Não. Melhor não saber;

A não ser das coisas simples;

Tal como o vento é simples;

E leva-me com ele em viagem;

Ao encontro do crepúsculo e da morada;

Do sol ligeiro a fugir de mim;

Feito criança a brincar de esconde-esconde;

Com a própria imagem refletida no lago.

II

Tenho vontade de sorrir;

Apesar dessa solidão nostálgica;

Que me consome pouco a pouco;

Ainda assim tenho vontade de sorrir;

Por causa não sei do que;

E isso talvez nem importe;

Sorrio apenas, e nada mais.

III

Volto..., de certa forma às raízes;

Às quais me carregaram por tantas eras;

E sinto, sem mais pensar;

Que estou perdido entre os dias;

Moribundos..., confusos..., escuros;

À procura daquilo que não conheço;

Entre um raiar do sol e outro;

Desconhecendo aonde vou;

Mas sigo, sem hesitar;

Pois me guio pelos olhos de outrem;

Pelos sorrisos que encontro pelo caminho.

IV

Sigo..., sem mais pensar;

A lentidão despreocupada dos meus passos;

Que levam meus olhos ao horizonte;

Mórbido e solitário dos dias já findos;

Abro os olhos e procuro;

Nas auroras frescas de primavera;

Ver se sou realmente vivo;

Ou se sou apenas uma metáfora;

Perdida no passar das horas;

Como que se aguardasse;

Alguém estender-me a mão e dizer;

-Vem comigo, aos castelos celestes;

Onde tua sede será finalmente saciada;

E teu coração terá o amor que tanto procuras.

V

Olho o horizonte;

E penso;

O que há de mágico;

Nas auroras e nos crepúsculos;

A tal ponto de retorcer;

Os corações apaixonados e fazer;

De certo modo, a alma brilhar;

Tão fugaz..., tão intensa..., tão bela;

A sonhar em um dia ser estrela;

E brilhar somente por ter luz;

E de tanto sonhar nem percebe;

Que de fato são;

Estrelas vivas nascidas;

Do sopro suave da criação.

VI

Nos momentos de êxtase;

Tranqüilos momentos;

Doces recordações que afloram;

Repletas de mistérios guardados;

Das paixões novas da juventude;

Como se fosse real ver;

Diamantes em gotas de água...;

Pérolas nos olhos...;

E estrelas nos sorrisos...;

VII

Que alcancem os céus;

Com as mãos dormentes;

Cansadas do trabalho e ávidas;

Pelo toque majestoso dos anjos;

Que se fazem presentes;

Nos sonhos de poeta confuso;

A escrever versos mudos;

Que talvez nunca sejam lidos...;

Nem ouvidos..., nem notados;

De sua existência fútil;

Mas ainda assim verdadeira;

Na essência das paixões;

A coroar as faces singelas;

E torná-las reis e rainhas;

Não apenas deste mundo;

Mas de tantos outros mundos;

De tantos outros corações.

VIII

Sinto minha mão cansada;

Já tremula das horas;

Em que desfilei palavras;

Em versos de sonhos;

Tão incertos quanto é de a chuva;

Cair sempre em meu aniversário.

IX

E se cai a chuva, calma;

Mas persistente a tantos dias;

Sem dar chance de sentir;

Um único raio de sol;

Ou um abraço de quem guardo;

Nas páginas da saudade;

Abençoada então seja a chuva;

Que cai nestas tardes tristes;

Para lavar as almas solitárias;

A viver sem por que.


Genesis


27/7/2006 (Em um momento de solidão e saudade..., talvez até de loucura...)