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Agonia... Solidão

Agonia... Solidão

domingo, 30 de novembro de 2008

Entardecer da Vida

Imagem: Pedalei até a Solidão...

Quanto tempo ainda tenho;
Agora que terminada está;
A aurora de minha vida;
E tudo mais se parece ao sol alto;
Castigante do meio dia;

E nada mais consigo ver;
Senão um passado breve;
Que a muito havia esquecido;
E despercebido deixei morrer;
Entre as pedras que atirei;

Nas flores arredias que me cercam;
Mesmo sendo elas minhas mil almas;
Amigos..., irmãos..., amantes...;
Minha própria imagem...;
Eu mesmo...;

A crer que meu dia está ao meio;
Nos ponteiros sobrepostos das doze horas;
E o que me resta agora é a tarde;
Quente e monótona ante o crepúsculo;
Solitário ao qual caminho;

Tentando achar algum sentido;
Em por que caminhar e buscar;
Respostas para perguntas corriqueiras;
Que ainda sequer compreendi;
Em minha banal humanidade;

Atada ao fardo de tentar ser;
Aquilo que julgo ser;
Sem saber se realmente sou;
Se algum dia fui;
Ou se um dia serei;

Feito homem, humano, a obra;
Do tempo marcada nos rastros deixados;
Nos corações onde passei..., e repousei...;
E nos corações onde ainda não passei;
E desejo repousar.

Genesis

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Recordação

Autor:MARIAH


Correm minhas mãos rijas;

Pelas folhas pardas pelo tempo;

Que os anos me deixarão como recordação;

Nessa imagem gravada do rosto;

Doce de alguém que um dia amei;

 

E pergunto-me onde ou com quem;

Estariam agora aqueles olhos e sorriso;

Quando esconde-se o sol, e desponta;

A lua majestosa da primavera;

Nas noites frescas e plácidas;

 

Carregadas de melancolia;

Onde meu espírito se perde;

Entre devaneios e desejos;

Ainda que puros, torturantes;

E sem piedade alguma;

 

Fazendo adormecer em meus olhos;

Esse desejo confuso...mas real;

Dos homens aprisionados à sua noite;

Eterna por não haver repouso;

Para o peso de sua cabeça e o vazio de seu coração;

 

E fazem-se então as lágrimas;

Nestas horas em que a saudade impera;

Ainda que por instantes a contorcer;

Os lábios trêmulos dessa melancolia;

Que parece afogar-nos na confusão;

 

De não sermos mais aquilo que sonhamos;

Nas fantasia da infância;

Em que tudo era possível num piscar de olhos;

E nada se perdia na distância;

E nem nos sonhos.


 Genesis

16/10/08 

domingo, 14 de setembro de 2008

Reencontro

Imagem:Free


Alva forma que paira;

Ante meus olhos como em sonho;

Translúcida..., flutuante...;

Mas aparentemente tão real;

 

Quem és tu afinal?

Que procuras em meus olhos?

Que trazes ao meu coração?

Quando de teu sorriso acabo em pranto;

 

Por sentir que já vos conheço;

Desde a época de mina infância...;

Por que me incendeia essa saudade?

Como se já tivessemos sido amantes;

 

A colher as flores abertas pela aurora;

Nessas campinas ainda pardas;

Pelo inverno frio que se despede;

E sutilmente perfumadas;

 

Pelos aromas doces da primavera;

Que sopra em meu rosto algo que ireal;

Mas de certa forma aconchegante;

E incrivelmente familiar;

 

Feito o abraço de alguém muito querido;

Que se chega em meu lar onde há tempos;

Não dava a alegria de sua presença;

O motivo de meu sorriso...;

 

Mas que agora se apresenta inerte ao tempo;

Aos seus caprichos que esculpem a face;

De todo ser mortal que sofre a troca;

Da juventude pela sabedoria da idade;

 

E alardeia em sussuros e risos;

Que depois de séculos errante;

Voltas à eterna morada que deixaste;

Quando partiste de mãos dadas ao vento;

 

Mas vem..., e se aconchegas em meus braços;

De ti não mais desejo a partida;

Pois agora te reconheço...;

“Minha inocência que há tanto perdi.”

 

“À todos que fizeram parte da minha vida, aos que estão do meu lado, aos que estão do outro lado do mundo e ainda não conheço pessoalmente, mas sinto seu carinho, a quem estiver lendo essa mensagem, e especialmente à Simone Pasin, minha amiga, minha irmã, meu verdadeiro Anjo da Guarda enviado por Deus, meu muito obrigado por fazerem de mim o que sou.”

 

UM ABRAÇO DE CARINHO A TODOS

 Genesis

13/09/2008

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Loucura

Imagem: 01 - Pieces / Pedaços (part 1 )
Autor: beowulf

Se me fosse mais vago o sonho;
Do que vago em realidade;
De ser eterno e inefável;
Quando da síntese de objetos inertes;
À sua metafísica incomum de não fazer sentido;
Nem de serem eles a forma;
De tudo o mais que deseja a alma;
Dos tolos ambíguos da jovialidade;
Que nunca se retém aos traços;
Dos desenhos ofuscantes da aurora;
Senão quando deles herdam a o fictício;
Alado ao nada comum;
Sempre ancorado onde é tudo;
O mais simples e misterioso;
Das ondas profanas da indignação;
E por querer dizer tudo acabam;
Por dizer nada.


Genesis

09/09/08

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Sombra dos Dias

Foto: APO
Autor(a):VanessaDesigner

Destino

Desperto..., ainda que inerte;
Do sono que me ampara;
Quando grito, proclamo;
Em minha eternidade insipiente;
Por que foges?
Por que tardas?
Por quê?

Ao passar de tantos e tantos dias;
Que custaram meses..., anos...;
Numa fragmentação do tempo;
Que afastou minh’alma;
Do abraço de meu corpo;
Que pena ao entardecer;

Por saber que não terá repouso;
No leito herdado em ouro;
Nem na masmorra dos justos;
Quando fecharem-se meus olhos;
E tudo o que restará é tão somente;
A imagem tênue de tua face;

Arraigada fundo nesse coração;
Que te aclama Deusa;
Eterna no conforto;
Dos meus sonhos mais puros;
Atados ao pecado de ter amado;
A quem não se poderia amar;

Por quê?
Por quê?
Fui eu o escolhido;
Do destino a colocar-me;
Ante tal provação;
Que nem Hércules pode subjugar?

Ou fora não uma provação;
Mas um castigo..., o preço que se paga;
Por escolher um coração que não poderia;
Em vida ser meu...;
E que ainda assim busquei;
Com cada sopro de minha vida;

Atar-me aos braços delicados;
Do anjo que se fez presente;
Ante meus olhos úmidos;
Por puro capricho desse destino;
Que agora brinca desleixado;
Com o que restou de meu sonho;

E me apedreja pelas mãos daqueles;
Que não compreendem a essência;
Das coisas simples que se tornam;
Dádivas Divinas quando aliadas;
Aos desejos puros de quem ama;
E vive e morre pela pessoa a quem ama.

Genesis
05/08/2008

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Pecado... Amor...

Quem mais me guarda;
Nesse instante cáustico;
Em que tenho nuvens de tempestade;
A pairar sobre meus sentimentos;
Como se fosse pecado ou vergonha;
Entregar-se ao amor puro;
Dedicado..., verdadeiro...;
Ainda que não correspondido...;
E sempre atado ao passado;
Que insiste em roubar de minhas mãos;
A pessoa que mais amo;
Por puro cinismo ou divertimento;
Deixando-me nessa escuridão;
Eterna que me afoga;
Arrancando-me gritos de desespero;
E súplicas de paixão;
Ao vento que uiva e ri;
Das dores de um coração;
Que nenhum erro cometeu;
A não ser amar demais;


Genesis

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Ironia

Jogo meus dados;
Joga os dados melhor o mundo;
Do que eu já tenha feito;
Ou mesmo pensado;


Em criar, refazer;
Por amor, por paixão ou ira;
Ou mesmo sem por que;
Sem saber do nexo;


Do acaso com a sorte;
Dos meus olhos com outros;
Dos meus lábios com outros;
Do meu coração com outro.


Genesis