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Agonia... Solidão

Agonia... Solidão

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Confissão

Foto:Fala Comigo
Autor:Vanda Malvig (PuffinArt)

Assusta-me o pensar;
Em tuas mãos afagando;
Outro rosto que não o meu;
Ciúme... Prepotência talvez;
Não sei... Perdão lhe peço;
Por minha conduta;
Por minha lágrima;
A te aborrecer com promessas;
Mas é tanto o pesar;
O lastimar-me por ver-te;
Sem poder tocá-la;
Que me afogo na escuridão;
Maldita de minha alma;
Que apesar de vil e mesquinha;
Chora a pureza do amor por ti.


Jací Paganini

sábado, 3 de novembro de 2007


Não penso mais...;
Nem tanto em tudo o quanto;
Pensava nos meus pesares;
Das tardes frias dos olhos;
Que se desprendiam úmidos;

No vazio confuso e tênue;
Das emoções tão fugazes;
Quanto é a alma apaixonada;
Ao despir-se do passado;
E das aversões daquele a quem se ama;

Como se tudo aquilo que ofende;
Aos olhos alheios não fosse mais;
Que uma simples folha caída;
No chão frio de um outono qualquer;
Junto a tantas outras folhas;

De outras tantas árvores;
Envergonhadas em sua obscuridade;
De serem elas também;
Imperfeitas, mas sem perceberem;
Que são também, únicas
.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Minha Doce Amiga


Minha Doce Amiga

Todas as vezes que me perdi;
Em agonia e mágoa;
Tu foste minha amiga;
A luz que me foi tomada;

Em tuas palavras serenas;
Sempre prontas a dar conforto;
Em tuas palavras duras;
Sempre abrindo meus olhos;

Quero-te em meu coração;
Por todo o sempre;
Pois tua amizade é a prova;
De que anjos existem.

"Para Dulci, minha doce amiga"

A ti meu anjo... A ti minha flor

Foto:Coração
Autor:Henrique Zorzam

A ti meu anjo... A ti minha flor

Vaga por essas terras áridas;
Anjo de doce e sutil encanto;
Sem pressa... Sem pressa;
Feito folha ao vento sem rumo;

Nas tardes frescas e pálidas;
Do fervilhar de qualquer outono;
Cheio de recordações vivas;
Presentes em teu olhar cristalino;

O qual me arranca sorrisos;
Ainda que tímidos e reprimidos;
Mas que trazem luz ao meu peito;

Por lembrar-me que estendes;
Tua mão quando minha’lma é carente;
De amor... De sentimento.

“Para Simone Pasim, minha amiga... Minha irmã de coração"

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Viagem da Alma



Viagem da Alma

Deixo-te agora com vagar;
Por essa estranha e profunda sensação;
De querer estar onde tu não podes;
Onde és proibido;

Não lamentes, pois é vão;
Lamuriar-se por aquilo que em momento não é;
Possível... Nem aceitável;
Para ti, meu corpo;

Não podes agora fazer-se presente;
Na morada que estimamos...;
Então deixe que eu... Feito alma;
Feito sonho... Alcance a quem nos faz viver;

Deixe que eu toque seu rosto por nós;
Deixe que eu afague seu cabelo por nós;
Só pelo fato de a desejarmos;
Só pelo fato de tocarmos os lábios;

Dessa mulher a quem tanto amamos;
E sentimos... E choramos... E sorrimos...;
Quando deitados nos víamos nus;
Em plena harmonia com o universo;

Como se nada mais importasse;
E tudo o quanto conhecíamos nada fosse;
Além de mera imaginação fútil;
A desviar nossos olhares;

Para além daquilo que realmente importa;
Para além da essência da criação;
Que nada mais é;
Do que saber amar... E saber que se é amado.

Jací Paganini
30/10 /07

Minha Criança... Minha Inocência

Foto:Goodbye
Autor:Marcio Farias

Minha Criança... Minha Inocência

Criança... Minha criança;
Quem és tu?
Com esse sorriso doce... Frenético;
De arco-íris de sonhos vindouros;

Que se apega ao rosto sujo;
Da terra que te afaga quando brincas;
Descalça e livre em tudo;
De preocupações mundanas;

Quem és tu de fato?
Anjo pequeno de olhos cristalinos;
A esboçar carícias ao vento;
Que se diverte com teu cabelo;

Revolto em ondulações delicadas;
Numa mistura de serenidade e alegria;
Que me aperta o peito;
E me faz derramar lágrimas de felicidade;

E me ver indefeso e carregado;
De inveja por não ser eu;
A ser livre e poder brincar;
Na companhia da inocência.

Jací Paganini
29/10/07

domingo, 28 de outubro de 2007

Questões

Foto:Entwined
Autor:Joana Reis

Questões

Que serás agora;
Se de tua alma sou privado;
E desperto da vida à um pesadelo;
Inato de minha gênese soturna...;

Profunda em sombras cortantes;
Contra as quais lutei batalhas;
Eternas nos confins de outros corações;
Até não restar mais lágrima;

Pura a desmentir minha fachada;
De pedra envelhecida...;
Crivada menos pelo tempo;
Que pelas emoções pungentes;

Das quais me vejo escravo;
Atado a montanhas solitárias;
Tal como Prometeu à sua compaixão;
Deixou-se prender;

Onde foste...?
Quando minha glória se apagou;
E teus olhos por mim;
Já não mais brilhavam;

Onde criaste teu ninho...?
Depois que a tempestade cessou;
E tua morada se desfez aos prantos;
E rejeitaste o abrigo que lhe ofertei;

Onde repousaste tuas asas...?
Agora que minha morada não mais;
Condiz com teu sentimento;
Nem em forma... Nem em espírito;

Em que canto esquecido jogaste a amor?
Que um dia juraste em sorrisos...;
E imploraste em lágrimas...;
Que prontamente afaguei...;

Onde...? Quando...? Por que...?
Rejeitaste meu nome que teus lábios;
Tantas e tantas vezes sussurraram;
Cheios de alegria pura...;

Onde foste...?
Onde criaste teu ninho...?
Onde repousaste tuas asas...?
Onde guardaste meu amor...?

Jaci Paganini

28/10/07