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Agonia... Solidão

Agonia... Solidão

domingo, 26 de abril de 2009

Vem meu sonho

Imagem: [ Primavera já passou mas o sorriso ficou ]
Autor: João Viegas

Vem meu sonho..., vem...;
Desperto de tudo que é amargo;
Cáustico e sombrio;
De minhas eras passadas;
Reacendendo em mim a aurora dos dias calmos;
Onde tudo era simples;
E a vida pulsava acelerada;

E eu te abraço forte;
Num abraço terno e aconchegante;
Com um sorrir gostoso de crianças;
Despreocupada das responsabilidades;
Que só tendem a sorrir e sorrir;
Enquanto rolam na relva fresca e florida;
Marcada pelas primeiras cores da primavera;
Que permanece eterna nos corações;
De quem se dedica a escutá-lo;
E a seguir sua trilha sem medo de errar;
Ou mesmo se machucar...;

Pois é de fato tão doce;
Esse querer seguir sem perguntar;
Sem por que seguir ou para onde;
E apenas se segue;
Com o espírito da criança...;
Com o sorriso inocente...;
Com singelo olhar...;
Com esperança no amanhã...;
Com amor no coração.

Genesis

quarta-feira, 4 de março de 2009

Borboleta

Imagem: (Desconhecida)
Autor: (Desconhecido)



Erguem-se aos céus..., meus olhos;
desatento ao vento que sopra;
Folhas e poeira em meu rosto;
Na tentativa de trazer-me de volta;
Das campinas verdes além do horizonte;
Onde agora se encontra meu pensamento;
Envolto em sentimentos a muito perdidos;
Nas tardes cheias de promessas vazias;
Tão fúteis quanto a própria língua;
E o coração de quem as pronunciou...;

Mas basta, já é morto esse tempo;
Já é morta minha ira..., minha agonia...;
Sinto o vento a querer me despertar;
Sorrio, e nada mais;
Pois nem o vento, nem o pó;
Nem o fogo nem a água;
Podem desviar-me o pensamento;
Do jardim que cultivei...;
Das flores que semeei...;
E da borboleta de asas azuis;
Mais brilhante que o próprio sol;
Que nesse jardim pousou;
E delicadamente fez morada;

Mostrando-me uma nova alvorada;
E onde antes havia dor, hoje não mais há;
Onde havia solidão, hoje há o aconchego;
Onde havia desilusão, hoje há sonho;
Onde havia o nada, hoje há algo maior;
Que a imensidão do céu estrelado;
Em noites intrincadas de sonetos;
Suspiros, carícias e paixões;
Tão profundas...;
Tão verdadeiras...;
Tão vivas...;

Que minha própria intenção de ser;
Perde-se em meio a palavras não ditas;
Mas que em verdade não precisam;
Serem ditas e nem ouvidas;
Pois o brilho dos olhos e o tremular dos lábios;
Já dizem tudo que é preciso;
E o coração atento ouve...;
E compreende...;
E se alegra...;
Com o simples olhar...;
Com o simples tremular dos lábios...;
Com o simples lembrar;
Da borboleta de asas azuis;
Mais brilhante que o próprio sol;
Que fez morada em meu jardim.

Genesis

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Imagem: Duda + eu
Autor: Jací Paganini




ANDARILHO

Andarilho que sou hei de viver;
De casos e acasos imberbes;
Quando da loucura me ver entregue;
Às suas paixões..., sorridentes;

Que me levam onde minha razão;
Vil e incauta não ousa chegar;
Por saber que ali reside algo maior;
Algo que nenhum rei pode conquistar;

Nenhum Deus onipotente pode;
Em sua vontade tirar-me;
Ou mesmo corromper as cinzas;
Dos fracassados moribundos;

Que vagueiam pelo mundo todo;
Sem ao menos saber onde ir...;
Sem porto para ancorar...;
Sem coração onde repousar...;

Sua face cansada da luta inútil;
Que se apresenta como a obra;
De sua vida vazia e infeliz;
Por não ter aquilo que tem a criança;

Sorridente..., brincalhona...;
A bailar despreocupada na relva;
Sem pressa...,
Sem pressa...;

Me faz sorrir esse pensar;
Que tudo é tão pouco quando nada se vê;
Sem posses..., sem algemas...;
E como andarilho pouco possuo;

E ainda assim tenho o mundo;
Tenho o céu..., o sol..., o vento...;
A chuva..., a lua..., as estrelas...;
E a alma da eterna criança;

Dos reis sou o mais rico;
Dos homens o mais feliz.



“Obrigado Eduarda, minha flor, minha estrela, por me mostrar que ainda existe vida, que ainda existe amor.”

Genesis.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Noite de Natal

Imagem: Feliz Natal
Autor: LeuNam MAX


Que sonhos tenho agora;
Nesse exato instante em que me questiono;
E me perco nas palavras que escrevo;
Sorrio..., inerte e sem por que;
Ou talvez exista um por que;

Sim..., creio que sim...;
Nesse exato instante;
Às 22h51min do dia 24 de dezembro de 2008;
Estou só em meu quarto;
A ouvir música e a compor versos...;

Meus pais dormem;
Meus irmãos estão ausentes;
Não puderam vir para a noite de natal;
Estou só, mas não sozinho;
Sinto-me feliz como há muito não me sentia;

Por quê...???
Talvez pelo fato de ter entendido;
O coração dos que me rodeiam;
As amizades que se demonstram;
Em abraços e beijos incondicionais e verdadeiros;

Ou talvez pelo aceno e pelo sorriso que recebi;
Após a saída da missa de natal;
Da jovem de cabelos claros e olhos castanhos;
Que embala agora meus pensamentos;
E arranca meus sorrisos sem que eu perceba;

Quem sabe..? Quem pode dizer-me...?
Não sei, mas enfim tampouco importa;
Vale o que sinto e desfruto desse sentimento;
Sinto-me vivo, feliz;
E isso tanto me basta.

A todos que me rodeiam, mesmo que eu não os veja, eu os sinto, estão todos em meu peito. Um abraço a todos, e que a alegria e a felicidade estejam em seus corações da mesma forma como estão agora no meu.


UM FELIZ E GRANDIOSO NATAL, E UM ANO NOVO CHEIO DE ESPERANÇA.
Genesis

domingo, 30 de novembro de 2008

Entardecer da Vida

Imagem: Pedalei até a Solidão...

Quanto tempo ainda tenho;
Agora que terminada está;
A aurora de minha vida;
E tudo mais se parece ao sol alto;
Castigante do meio dia;

E nada mais consigo ver;
Senão um passado breve;
Que a muito havia esquecido;
E despercebido deixei morrer;
Entre as pedras que atirei;

Nas flores arredias que me cercam;
Mesmo sendo elas minhas mil almas;
Amigos..., irmãos..., amantes...;
Minha própria imagem...;
Eu mesmo...;

A crer que meu dia está ao meio;
Nos ponteiros sobrepostos das doze horas;
E o que me resta agora é a tarde;
Quente e monótona ante o crepúsculo;
Solitário ao qual caminho;

Tentando achar algum sentido;
Em por que caminhar e buscar;
Respostas para perguntas corriqueiras;
Que ainda sequer compreendi;
Em minha banal humanidade;

Atada ao fardo de tentar ser;
Aquilo que julgo ser;
Sem saber se realmente sou;
Se algum dia fui;
Ou se um dia serei;

Feito homem, humano, a obra;
Do tempo marcada nos rastros deixados;
Nos corações onde passei..., e repousei...;
E nos corações onde ainda não passei;
E desejo repousar.

Genesis

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Recordação

Autor:MARIAH


Correm minhas mãos rijas;

Pelas folhas pardas pelo tempo;

Que os anos me deixarão como recordação;

Nessa imagem gravada do rosto;

Doce de alguém que um dia amei;

 

E pergunto-me onde ou com quem;

Estariam agora aqueles olhos e sorriso;

Quando esconde-se o sol, e desponta;

A lua majestosa da primavera;

Nas noites frescas e plácidas;

 

Carregadas de melancolia;

Onde meu espírito se perde;

Entre devaneios e desejos;

Ainda que puros, torturantes;

E sem piedade alguma;

 

Fazendo adormecer em meus olhos;

Esse desejo confuso...mas real;

Dos homens aprisionados à sua noite;

Eterna por não haver repouso;

Para o peso de sua cabeça e o vazio de seu coração;

 

E fazem-se então as lágrimas;

Nestas horas em que a saudade impera;

Ainda que por instantes a contorcer;

Os lábios trêmulos dessa melancolia;

Que parece afogar-nos na confusão;

 

De não sermos mais aquilo que sonhamos;

Nas fantasia da infância;

Em que tudo era possível num piscar de olhos;

E nada se perdia na distância;

E nem nos sonhos.


 Genesis

16/10/08 

domingo, 14 de setembro de 2008

Reencontro

Imagem:Free


Alva forma que paira;

Ante meus olhos como em sonho;

Translúcida..., flutuante...;

Mas aparentemente tão real;

 

Quem és tu afinal?

Que procuras em meus olhos?

Que trazes ao meu coração?

Quando de teu sorriso acabo em pranto;

 

Por sentir que já vos conheço;

Desde a época de mina infância...;

Por que me incendeia essa saudade?

Como se já tivessemos sido amantes;

 

A colher as flores abertas pela aurora;

Nessas campinas ainda pardas;

Pelo inverno frio que se despede;

E sutilmente perfumadas;

 

Pelos aromas doces da primavera;

Que sopra em meu rosto algo que ireal;

Mas de certa forma aconchegante;

E incrivelmente familiar;

 

Feito o abraço de alguém muito querido;

Que se chega em meu lar onde há tempos;

Não dava a alegria de sua presença;

O motivo de meu sorriso...;

 

Mas que agora se apresenta inerte ao tempo;

Aos seus caprichos que esculpem a face;

De todo ser mortal que sofre a troca;

Da juventude pela sabedoria da idade;

 

E alardeia em sussuros e risos;

Que depois de séculos errante;

Voltas à eterna morada que deixaste;

Quando partiste de mãos dadas ao vento;

 

Mas vem..., e se aconchegas em meus braços;

De ti não mais desejo a partida;

Pois agora te reconheço...;

“Minha inocência que há tanto perdi.”

 

“À todos que fizeram parte da minha vida, aos que estão do meu lado, aos que estão do outro lado do mundo e ainda não conheço pessoalmente, mas sinto seu carinho, a quem estiver lendo essa mensagem, e especialmente à Simone Pasin, minha amiga, minha irmã, meu verdadeiro Anjo da Guarda enviado por Deus, meu muito obrigado por fazerem de mim o que sou.”

 

UM ABRAÇO DE CARINHO A TODOS

 Genesis

13/09/2008